Não o vi jogar, conheço apenas por letras, palavras e o legado que deixou. Jogou no rival do time, mas honrou seu nome, o nome do clã.
Que Deus permita o entrar nos campos do céu para o artilheiro continuar a brilhar!
Grande Abraço!
Carlos Roberto Carbone
26/05/2008 16:41
INESQUECÍVEL CARBONE
Se o jovem amigo considera Valdívia provocador e arreliento é porque certamente não viu jogar Rodolpho Carbone, que nos deixou no sábado, aos 80 anos de idade.
Carbone era lá daquele meu pedaço da Zona Leste invadido desde o final dos oitocentos até a metade do século passado pelos imigrantes italianos, e, como tal, só poderia mesmo começar sua carreira profissional no Juventus, onde atuou ao lado de Júlio Botelho, o imortal Julinho, antes de se transferir para o Corinthians, que amargava longa fila de dez anos sem títulos, em 51.
Estreou no Timão em abril de 51 num amistoso contra o Nacional do Paraná, e, aos 44 minutos do primeiro tempo, marcou o primeiro de uma inacreditável fieira de gols que o transformaria num dos maiores artilheiros da história da Fazendinha.
Meia ponta-de-lança, como se dizia na época, para diferenciar o meia-armador do meia-ofensivo, Carbone era um aríete com raro faro de gol. Metia-se defesa adentro, de súbito, para surpreender beques e goleiros. Fazia gols de todo jeito, de canhota, de destra, de cabeça, como viesse a bola. Ah, sim, muitas vezes era deslocado para a ponta-esquerda, fosse para dar entrada na meia a Jackson, fosse para ceder seu cetro ao menino Rafael Chiarella.
Mas, Carbone nã desequilibrava seus adversários apenas nos arranques fatais ou no senso de colocação na área. Era um espinho na alma dos beques e goleiros, com suas provocações e desafios. Se Luisinho, o Pequeno Polegar, na outra meia, chegava ao paroxismo com seus dribles desmoralizantes, Carbone ia mais fundo: córner cobrado, ao saltar com o goleiro, puxava-lhe o calção, quando não ia mais além na desfeita, que o decoro me impede de citar.
“Sentia ganas de matar-lo”, confessou-me décadas mais tarde o goleiro Poy, do São Paulo. E, num daqueles jantares de veteranos do Corinthians que Cláudio Cristóvam de Pinho, o Gerente, promovia, anos atrás, Carbone deleitava-se em lembrar infinidades dessas passagens, com aquele humor típico do Brás, Belém, Mooca e adjacências.
E, naquele ano glorioso de 1951, ano em que finalmente o Corinthians saiu da fila, todos os goleiros sentiam ganas de matar Carbone, que findou o campeonato como principal artilheiro, com 30 gols, daquele ataque memorável dos 103 gols: Cláudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Mário.
Carbone saiu da Fazendinha em 57 para uma breve passagem pelo Palmeiras, antes de jogar pelo Botafogo de RP e encerrar sua carreira, como campeão paulista de 51/52/54 e do Rio-São Paulo (o equivalente ao Brasileirão na época), em 53 e 54.
Inesquecível Carbone.
enviada por Alberto Helena Jr.
http://ultimosegundo.ig.com.br/esportes/opiniao/alberto_helena_jr/index.html
segunda-feira, 26 de maio de 2008
HOMENAGEM AO CARBONE
Marcadores:
Gol de Placa
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